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Os cientistas identificaram, então, as grandes espécies animais envolvidas nesse processo e simularam como ficaria a floresta se, nos próximos anos, elas desaparecessem.

Mas foi o trabalho realizado no Departamento de Ecologia da Unesp de Rio Claro, publicado hoje (18/12) na revista , que estabeleceu pela primeira vez um modelo matemático para descrever os possíveis impactos da extinção de grandes espécies animais sobre os estoques de carbono das florestas e, consequentemente, sobre a dinâmica das mudanças climáticas globais.

O estudo tomou como exemplo a mata atlântica, um dos biomas mais ameaçados do Brasil, sobre o qual a equipe dispunha de uma grande quantidade de dados acerca da dinâmica de dispersão de sementes e renovação das árvores.

Nas florestas onde a fauna é preservada, a dispersão das grandes sementes é realizada por animais de grande porte.

A presença de árvores de madeira dura aumenta a capacidade da mata de absorver gás carbônico.

Simulamos a extinção, por exemplo, da anta, que dispersa essas árvores com sementes grandes”, explicou à CH Online o ecólogo Mauro Galetti, líder da pesquisa.

“Essas árvores um dia morrem e são substituídas por outras espécies de madeira mole, como a embaúba.

Na mata atlântica, são exemplos de árvores de madeira dura as canelas, os jatobás, os abricós-de-macaco e as maçarandubas, todas com frutos de grandes sementes dispersadas por grandes animais.

Seu desaparecimento ocasionaria uma alteração fundamental na composição da mata – com a substituição destas por espécies de madeira mole, o bioma seria muito mais pobre em carbono.“Imagine que uma floresta tem 100 árvores, sendo 20 dispersadas por grandes mamíferos e que produzem madeira dura (de lei).

Como consequência direta, desaparecem também as árvores de madeira dura.

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